domingo, 23 de outubro de 2011

Eu não lembro muito bem se foi em 2002 ou 2003 que participei do Imaginário Periférico, no barracão do Gil, em bairro Botafogo - Nova Iguaçu. Onde criei uma obra chamada fulana de tal. O meu principal objetivo era mostrar que, mesmo diante de situações conflituosas, do iminente confuso, da turva estrada, é muito claro que tudo permanece onde e como está. Independente de seus olhos perceberem todo caos que seu próprio eu lhe produz. Seja de uma forma ou de outra. Todos os grãos coloridos semeados em nossa mente germinarão. Sendo assim a fulana pode ser de tal ou não. Ela escolhe.
                                             fulana de tal
                                      fulana de tal
                  Foi aí que minha amiga Ivone landim poetizou belissimamente minha obra.  Adorei! Obrigado Ivone!!!

 FULANA DE TAL (por Ivone landim)
Vivi sempre debaixo da mesa.  Ali estava toda minha existência e toda minha sabedoria. Eu e as cadeiras retorcidas coexistíamos; Na periferia de meus sentimentos eu era qualquer uma. Fulana de tal.  E o teto da mesa era meu céu de copos coloridos. E sobre mim os alienados de minha dor dançavam. Eu?! Permanecia no mundo. E no fundo do salto do sapato esquecido, guardava toda minha alegria. E quando todos saiam, eu calçava-os e reinava sobre todas as coisas. Sem nenhuma arma guia. No doce do tempo infinito eu virava a mesa.